Eco espera faturar 2,5 milhões de euros em 2019

Amarca, hoje apresentada, tem como objetivo “criar uma nova forma de consumir água, que seja mais sustentável e possa, assim, ajudar o planeta”, numa altura em que o uso do plástico deve ser repensado.

O conceito do negócio assenta em garrafas reutilizáveis, que neste momento são de três litros (mas irão ser lançados outros formatos), que deverão ser usadas nas estações de fornecimento de água filtrada da Eco.

O investimento previsto para o mercado português é de cinco milhões de euros, com o objetivo de 500 unidades de estações de fornecimento de água filtrada em sistema ‘self-service’, sendo que o retorno neste momento está “calculado em quatro anos”, disse Pedro Ferreira Pinto, sócio da marca Eco, na conferência de imprensa, em Lisboa.

Questionado pela Lusa à margem da apresentação sobre qual a faturação prevista no primeiro ano de atividade, Pedro Ferreira Pinto disse que atingirá “2,5 milhões de euros”.

A Eco foi lançada no início de abril, em parceria com o retalhista Pingo Doce (Jerónimo Martins), com quem a empresa tem uma exclusividade para o mercado português.

A marca tem um “acordo com o Pingo Doce de exclusividade para o retalho alimentar”, acrescentou o responsável.

Desde o arranque do curto teste da Eco já foram poupadas mais de 30.000 garrafas de plástico, de acordo com a marca.

Questionado sobre se a Eco pretende ter parcerias com o grupo na Polónia, através da Biedronka, ou na Colômbia, onde a Jerónimo Martins opera com a marca Ara, Pedro Ferreira Pinto disse que essa questão deverá ser colocada ao grupo de retalho alimentar.

O objetivo da Eco é marcar presença em todos os países da Europa e ter uma parceria com um dos três maiores retalhistas de cada geografia, prevendo estar presente em quatro geografias até ao final do próximo ano.

Atualmente, a Eco tem 14 localizações de reabastecimento em lojas do Pingo Doce dispersas pelas regiões da Grande Lisboa, Grande Porto e em Braga.

De acordo com André Paiva, outro dos sócios do projeto, a Eco “tem ambição europeia” e a solução sustentável apresentada “não existe na Europa”, mercado onde todos os retalhistas estão à procura de soluções relativamente ao plástico.

Segundo o responsável, a garrafa, que é produzida na região Centro do país, tem uma duração de cerca de 18 meses.

“É uma nova forma sustentável de consumir água de qualidade [da rede pública]”, afirmou André Paiva, garantindo que a água filtrada pelas estações da Eco “não mudam as características químicas”.

Por exemplo, a garrafa de água de três litros da marca cheia numa das estações da Eco custa um euro, enquanto o simples enchimento (excluindo a embalagem) custa 18 cêntimos.

Relativamente à criação de empregos, Pedro Ferreira Pinto disse que a Eco vai certamente criar postos “na ordem das dezenas”, mas não adiantou um número.

Em termos ambientais, os dados apontam que metade do plástico é usado apenas uma vez e o seu consumo dura em média 12 minutos.

Por minuto, são vendidas um milhão de garrafas e 91% deste plástico não é reciclado, sendo que este material leva entre 450 a 1.000 anos a decompor-se.